3 de março de 2008

Construção: PAC compensará eventual crise nos EUA

O otimismo das empresas que fornecem produtos para a construção civil é tamanho que nem mesmo a recessão da economia norte-americana deverá alterar o cenário de crescimento do setor imobiliário nacional em 2008. Para a indústria química, o início efetivo das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deverá representar uma contraposição ao esperado desaquecimento da maior economia do mundo. 'Parece-nos claro que a tendência de crescimento da construção prosseguirá sem ser afetada pela crise imobiliária nos Estados Unidos. A implementação do PAC sustentará ainda mais a tendência favorável da indústria", analisa o gerente de marketing da unidade de Químicos para Construção da Basf, Cesar Cotillo.
Para o diretor geral da Sika no Brasil, Daniel Monteiro, os resultados da construção civil em 2007 foram sustentados pelo segmento de habitação. Com a implantação do PAC, as obras em rodovias, linhas de saneamento e usinas de geração de energia darão um novo perfil ao setor. 'O PAC, sozinho, seria suficiente para movimentar o setor'. Além disso, destaca Monteiro, o setor registra um alto nível de obras já contratadas.
No ano passado, o faturamento dos fabricantes de materiais de construção no mercado interno teve alta de 15,47%, acima da marca de 6,35% do ano anterior. Para 2008, a projeção da Abramat, a entidade que representa o setor, é de um crescimento de 12%. 'Acreditamos que 2008 será um ano bastante favorável para o setor e estamos muito otimistas principalmente com o segmento de adesivos profissionais', destaca a gerente da categoria de Adesivos Profissionais da Henkel, Fernanda Djanikian, reiterando a posição da entidade.

Fonte: Gazeta Mercantil

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