3 de outubro de 2009

Joyful investe em estilo de vida sustentável



Os irmãos Edilaine e Adilson Filipaki, proprietários da Joyful (Foto: Gilson Abreu)



Projeto pioneiro prevê a aplicação do conceito da sustentabilidade em todo o processo produtivo das peças da Joyful, desde o tipo de matéria-prima utilizada para a confecção das roupas até o ponto de venda, que será inaugurado na próxima terça-feira (23).

Mais que ambientalmente correto, ecológico, orgânico ou reciclável. Um estilo de vida sustentável. É o que propõe o projeto Malha Eco Chic, desenvolvido pela área de moda do Senai Paraná e Joyful - empresa de confecção de Curitiba. Pioneiro no Brasil, o projeto prevê a aplicação do conceito da sustentabilidade em todo o processo produtivo das peças da marca Joyful, desde o tipo de matéria-prima até o ponto de venda. "A proposta é vender um estilo de vida sustentável", destaca o empresário Adilson Filipaki, da Joyful, anunciando a inauguração da primeira loja sustentável de Curitiba.














O projeto arquitetônico da loja também foi desenvolvido dentro do conceito da sustentabilidade. "Terá mobiliário sustentável e visual clean", conta o proprietário. De acordo com ele, o piso é de madeira sustentável com certificado FSC - Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal) e o ambiente tem iluminação natural e luminárias Solatube - lentes instaladas no telhado que captam luz solar e a conduzem através de dutos espelhados até o interior da loja. Na obra foram utilizados cimentos CP-III, que possuem até 70% de subproduto (escória) de fornos em sua composição. Os móveis e a fachada foram construídos com madeira de demolição e a decoração explora entre outras a fibra de bananeira. Além das roupas, serão comercializados móveis, objetos de decoração, biojóias e acessórios, todos com o conceito da sustentabilidade.





























Uma pesquisa para identificar o comportamento do consumidor curitibano deu maior sustentação ao projeto. Foram entrevistadas 300 pessoas e o resultado apontou que o público que consome moda valoriza a sustentabilidade. "É possível ser chique, moderno e estar na moda com um comportamento sustentável", defende Marianne Reinhardt Rohrig, consultora de moda do Senai. "Estamos nos antecipando a um movimento mundial de consumo e sintonizado com as tendências internacionais de moda", conclui a consultora do Senai.

A execução do projeto contou com a parceria de Éber Ferreira - pioneiro no estudo de tingimento vegetal, Cotan Cotonifício de Andirá, Grupo Lenzing AG, New Jeans/Lavanderia Industrial, Modus Marketing e Semiótica, Zymberg Marketing Direto, Daniele Bonjorno e Karine Poland, do Espaço Arquitetura, e Bernadete Brandão, da UIA Design, consultoria em sustentabilidade.











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